MUSEU VIRTUAL INTERATIVO E COLABORATIVO

Aquilombando
Saberes

Um espaço digital de memória, identidade e cultura. Explore os saberes tradicionais, as narrativas e as práticas ancestrais da Comunidade Quilombola Lagoa Grande, Feira de Santana, BA.

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SALA 01
A Comunidade
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SALA 02
Memória e Território
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SALA 03
Saberes Tradicionais
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SALA 04
Galeria
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SALA 05
Vozes da Comunidade
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SALA 06
Espaço Educativo
SOBRE O MUSEU

Este museu virtual é um produto educacional do PROFCIAMB, Programa de Pós-Graduação em Rede Nacional para o Ensino das Ciências Ambientais, da Universidade Estadual de Feira de Santana. Fundamentado na museologia social, na pedagogia dialógica de Freire e nas epistemologias quilombolas de Antônio Bispo dos Santos.

“A terra dá, a terra quer.”
— Antônio Bispo dos Santos, A terra dá, a terra quer (2023)

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 entram aqui como diálogo posterior — e não como origem — dos saberes construídos pela comunidade:

ODS 4 · Educação de Qualidade
ODS 8 · Trabalho Decente e Crescimento Econômico
ODS 10 · Redução das Desigualdades
ODS 11 · Comunidades Sustentáveis
ODS 15 · Vida Terrestre
ODS 16 · Paz e Justiça
SALA 01 · A COMUNIDADE

Quem somos,
de onde viemos

Situada no distrito de Maria Quitéria, zona rural de Feira de Santana, BA, a aproximadamente quinze quilômetros do centro do município, a Comunidade Quilombola Lagoa Grande é um território de memória, resistência e produção de saberes construídos no cotidiano das relações comunitárias.

1900 a 1911
Formação inicial do território pelos irmãos Luís Pereira dos Santos, Feliciana Pereira dos Santos e João Pereira dos Santos. A comunidade recebe seu nome da lagoa de aproximadamente seis quilômetros que fornecia água, sustento e convivência.
Século XX
Construção das práticas culturais, dos modos de vida e do manejo da terra que definem a identidade quilombola local. Transmissão intergeracional de saberes sobre a terra e a lagoa.
2003
Decreto 4.887/2003 regulamenta o reconhecimento de territórios quilombolas. Lei 10.639/2003 torna obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira nas escolas.
Atualidade
A defesa da lagoa que deu nome à comunidade é uma das principais bandeiras de mobilização local. A comunidade segue resistindo e se organizando em articulação com o Colégio Estadual do Campo Maria Quitéria.
01
⚖️
Base Legal
O art. 68 do ADCT da Constituição Federal de 1988 reconhece o direito à propriedade definitiva das terras ocupadas por remanescentes das comunidades dos quilombos. O Decreto nº 4.887/2003 regulamenta os procedimentos de identificação, reconhecimento, delimitação, demarcação e titulação.
DIREITO TERRITORIAL
02
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Escola e Comunidade
O Colégio Estadual do Campo Maria Quitéria articula escola e território, favorecendo práticas educativas contextualizadas e a valorização da história, da cultura e dos saberes quilombolas.
EDUCAÇÃO DO CAMPO
03
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A Lagoa como Referência
A lagoa constitui referência histórica, cultural e territorial para a Comunidade Quilombola Lagoa Grande. Os registros reunidos no museu evidenciam sua presença nas memórias, nas relações de pertencimento e nas experiências coletivas associadas ao território.
MEMÓRIA E TERRITÓRIO
“Investigar identidade, território e saberes tradicionais no contexto da comunidade quilombola da Lagoa Grande é afirmar o direito de um povo de narrar a si mesmo.”
— Klênia Marla dos Santos Santiago, dissertação PROFCIAMB (2026)
PESQUISAS SOBRE A COMUNIDADE

O museu como ponto de partida bibliográfico

Trabalhos acadêmicos que sustentam e ampliam o acervo. As fichas completas estão na Sala de Memória.

SANTOS · 2014
Território, memória e identidade quilombola na Lagoa Grande
Historicidade da comunidade e as formas de pertencimento construídas na relação com o território.
CONHEÇA A PESQUISA →
OLIVEIRA · 2022
Sentidos e cosmopercepções sobre o ser quilombola em Feira de Santana
Identidade e pertencimento a partir das narrativas e das cosmopercepções das comunidades quilombolas do município.
CONHEÇA A PESQUISA →
LEITE · 2022
Educação do campo e saberes quilombolas no território
Diálogo entre a escola do campo, as práticas comunitárias e a valorização dos saberes tradicionais.
CONHEÇA A PESQUISA →
SALA 02 · MEMÓRIA E TERRITÓRIO

A terra como
dimensão viva

Para a Comunidade Quilombola Lagoa Grande, o território não é apenas espaço físico. Em diálogo com as contribuições de Antônio Bispo dos Santos, esta proposta o compreende como uma dimensão relacional e viva, atravessada por memória, ancestralidade e reciprocidade entre as pessoas e a natureza.

A partir das contribuições de Antônio Bispo dos Santos (2015, 2023), o território é compreendido nesta proposta como dimensão viva e relacional, articulada à memória, à ancestralidade, à natureza e às formas comunitárias de existência.
Síntese curatorial a partir de Antônio Bispo dos Santos (2015, 2023)
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Cosmopercepção do Território
Leitura inspirada nas contribuições de Antônio Bispo dos Santos: o território como dimensão viva, na qual natureza, cultura, ancestralidade e modos de vida se articulam.
EPISTEMOLOGIA QUILOMBOLA
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Lógica Biointerativa
Na perspectiva de Santos (2015, 2023), modos de existência quilombola podem ser compreendidos pela integração entre seres humanos, natureza, território e conhecimento, em contraposição às lógicas coloniais de separação e exploração.
SANTOS (2015, 2023)
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Memória como Campo de Disputa
Segundo Pollak (1989a, 1992), a memória coletiva é um processo social dinâmico e campo de disputa identitária. Preservar a memória quilombola é um ato político de resistência à invisibilização.
POLLAK (1989a, 1992)
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Memória e Resistência
As memórias da Lagoa Grande são ferramentas de resistência e de reafirmação identitária. Cada narrativa compartilhada é uma forma de afirmar: existimos, resistimos e permanecemos.
ACERVO VIVO
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Mulheres, memória e saberes
Leitura complementar sobre as memórias e experiências das mulheres quilombolas da Lagoa Grande e a transmissão intergeracional de saberes tradicionais, a partir de Pinheiro (2024).
VER FICHA DA PESQUISA →
MAPA INTERATIVO DO TERRITÓRIO

Pontos de memória da Lagoa Grande

Clique nos pontos dourados para conhecer os lugares que guardam a memória coletiva da comunidade.

LAGOA N A LAGOA GRANDE VIVEIRO RECANTO ALENTO ROÇAS E QUINTAIS COLÉGIO MARIA QUITÉRIA FEIRA QUILOMBOLA CASA DE FARINHA
MAPA ESQUEMÁTICO E AFETIVO — AS POSIÇÕES SÃO ILUSTRATIVAS, NÃO CARTOGRÁFICAS.
REFERÊNCIAS DOCUMENTAIS DO TERRITÓRIO
PINHEIRO (2024) — DISSERTAÇÃO · UNEB

Memórias e experiências de mulheres quilombolas. Gênero, oralidade e transmissão de saberes tradicionais.

MORAIS (2024) — DISSERTAÇÃO · UEFS

Políticas públicas, participação e emancipação. Dinâmicas territoriais e políticas do quilombo.

OLIVEIRA (2022) — DISSERTAÇÃO · UEFS

Sentidos e cosmopercepções sobre o ser quilombola em Feira de Santana. Identidade e pertencimento.

SALA 03 · SABERES TRADICIONAIS

Conhecimentos
vivos do território

Os saberes tradicionais são formas legítimas de produção de conhecimento, construídas na relação entre sujeitos, território e natureza. Transmitidos entre gerações por meio da oralidade e do manejo da terra, esses saberes e práticas integram o patrimônio cultural imaterial associado à comunidade e ao território quilombola.

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Manejo da Terra
PRÁTICA ANCESTRAL DE CULTIVO

Práticas ancestrais de cultivo que integram produção, cuidado ambiental e organização comunitária. Em diálogo com Santos (2015, 2023), a terra é compreendida como parceira, e não como recurso a ser explorado.

roçaplantioreciprocidadecomunidade
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Cadeia da Mandioca
CULTIVO, FARINHA E TRABALHO COLETIVO

A mandioca integra práticas produtivas e saberes relacionados à agricultura familiar no distrito de Maria Quitéria. Pinto (2010) analisa aspectos dessa cadeia produtiva nos povoados de Lagoa Grande e Olhos D'Água das Moças.

mandiocafarinhamutirãoagricultura familiar
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Sementes Crioulas
SOBERANIA ALIMENTAR E MEMÓRIA

Preservação de sementes tradicionais como patrimônio vivo. Jesus e Araujo (2021) documentam o uso e a preservação de sementes crioulas na Lagoa Grande, evidenciando a riqueza dessa prática.

biodiversidadememória genéticasoberania
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A Lagoa e os Saberes do Território
RELAÇÃO COM A LAGOA E O TERRITÓRIO

A lagoa constitui uma referência histórica, cultural e territorial para a Comunidade Quilombola Lagoa Grande. Os registros documentais e audiovisuais reunidos no museu evidenciam sua relação com memórias comunitárias, formas de convivência e pertencimento ao território.

lagoamemóriaconvivênciapertencimento
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Práticas Culturais
FESTAS, RITOS E CELEBRAÇÕES

Festas, ritmos, cantos e danças que expressam a cosmopercepção quilombola. O Novembro Negro é uma dessas práticas documentadas por Pita (2019) como educação popular.

novembro negrooralidadeancestralidade
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Medicina Tradicional
PLANTAS, CURA E ESPIRITUALIDADE

Uso de plantas medicinais e práticas de cura transmitidas pelos mais velhos, articulando espiritualidade, natureza e cuidado com o corpo. O estudo de Oliveira et al. (2021) identifica e cataloga espécies de plantas medicinais em comunidades atendidas pela IEPS/UEFS, reunindo registros relacionados a saberes sobre plantas e cuidado.

ervas medicinaisetnobotânicacuidadoIEPS/UEFS
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Artesanato e Ofícios
IDENTIDADE MATERIALIZADA NAS MÃOS

Técnicas de produção manual que expressam identidade e sustentam a economia comunitária. Cada peça carrega a memória das mãos e das gerações que a fizeram.

barrotrançadocosturaidentidade
HERBÁRIO INTERATIVO

Plantas do quintal e da roça

Clique em uma planta para abrir sua ficha. Seleção ilustrativa inspirada no estudo etnobotânico de Oliveira et al. (2021) sobre plantas medicinais — conteúdo em validação com a comunidade.

SALA 04 · GALERIA DE FOTOGRAFIAS

Imagens que
guardam memória

Esta galeria reúne registros fotográficos reais da Comunidade Quilombola Lagoa Grande, produzidos durante as atividades de campo. As imagens documentam a cadeia produtiva da mandioca, o cultivo de plantas medicinais, a feira quilombola, o manejo agroecológico e a vida comunitária. Em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente, os rostos de menores foram preservados com desfoque.

SALA 05 · VOZES DA COMUNIDADE

Narrativas em
som e imagem

A oralidade é a forma mais poderosa de preservação da história quilombola. Nesta sala, as vozes da Comunidade Quilombola Lagoa Grande são apresentadas por meio de registros audiovisuais públicos, produzidos majoritariamente pela TV Olhos d’Água da UEFS e por realizadores locais. Cada vídeo é uma janela para as memórias, os saberes e as lutas da comunidade, narrados por seus próprios moradores.

Estes materiais integram o acervo documental do museu com a devida atribuição às suas fontes. Novos depoimentos poderão ser incorporados pela própria comunidade por meio da Exposição Colaborativa, sempre mediante autorização e curadoria comunitária.

MEMÓRIA E TERRITÓRIO
Memórias da Lagoa – Relato de Silvéria
Relato de Silvéria sobre memórias e experiências relacionadas à Comunidade Quilombola Lagoa Grande. O registro contribui para a preservação da memória oral, das histórias de vida e das relações de pertencimento construídas no território quilombola.
Comunidade Quilombola Lagoa Grande / AQCOMAQ
SABERES TRADICIONAIS
Cantigas de Verso – Feira de Santana – Quilombo da Lagoa Grande
Registro das Cantigas de Verso apresentadas no Quilombo da Lagoa Grande durante o VII Novembro Negro, em 2019. A manifestação evidencia práticas culturais, oralidade, musicalidade e formas de transmissão de saberes entre gerações na comunidade quilombola.
Quilombo da Lagoa Grande / VII Novembro Negro – 2019
MEMÓRIA E TERRITÓRIO
Revivendo e revisitando os temas do Novembro Negro 2011–2019 – Lagoa Grande, FSA/BA
Registro que recupera temas, atividades e momentos das edições do Novembro Negro realizadas entre 2011 e 2019 na Comunidade Quilombola Lagoa Grande, em Feira de Santana. O material evidencia ações de valorização da identidade, da memória, da cultura e da resistência quilombola.
Associação Quilombola Comunitária de Maria Quitéria – AQCOMAQ
SABERES TRADICIONAIS
Ciranda das Crianças – VIII Novembro Negro da AQCOMAQ
Registro da Ciranda das Crianças durante o VIII Novembro Negro promovido pela AQCOMAQ. A atividade destaca a participação das crianças nas práticas culturais da comunidade e a transmissão intergeracional de conhecimentos, valores, identidade e pertencimento quilombola.
Associação Quilombola Comunitária de Maria Quitéria – AQCOMAQ
“Os saberes produzidos nos territórios tradicionais estão intrinsecamente ligados às formas de vida, à ancestralidade e à relação com a terra, constituindo modos próprios de existência, resistência e produção de conhecimento.”
— Antônio Bispo dos Santos, Nêgo Bispo (2023)
SALA 06 · ESPAÇO EDUCATIVO

Aprender com
quem sempre soube

O Espaço Educativo reúne materiais pedagógicos para uso nas escolas, especialmente no Colégio Estadual do Campo Maria Quitéria. Todos os recursos foram desenvolvidos em diálogo com a comunidade, em consonância com as Leis 10.639/2003 e 11.645/2008 e com a PNEERQ.

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SEQUÊNCIAS DIDÁTICAS
Acervo de Sequências Didáticas
Propostas pedagógicas interdisciplinares que articulam os acervos e saberes do Museu Virtual Aquilombando Saberes às práticas escolares. Reúne sequências para diferentes etapas e componentes curriculares, abordando memória, território, ancestralidade, cultura quilombola, saberes tradicionais, biodiversidade e educação ambiental.
DISPONÍVEL ↓
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TEXTO BASE
Quilombo, Aquilombamento e Quilombismo
Texto introdutório sobre os fundamentos históricos e políticos do quilombo. Referências: Munanga (1996), Bispo dos Santos (2015, 2023), Nascimento (1980).
DISPONÍVEL ↓
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DOCUMENTÁRIO
A Lagoa Grande: História, Resistência e Memória
Documentário em produção sobre a história, a lagoa e os saberes da comunidade quilombola. Previsão: julho/2026.
EM PRODUÇÃO
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MATERIAL CARTOGRÁFICO
Mapa Participativo do Território Quilombola
Mapeamento participativo com pontos de memória, práticas tradicionais e referências culturais e ambientais do território.
DISPONÍVEL ↓
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GUIA PRÁTICO
Plantas Medicinais e Alimentícias da Lagoa Grande
Identificação das principais plantas cultivadas e conhecidas na comunidade, com nomes populares, usos tradicionais e indicações de manejo.
EM BREVE
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PROJETO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL
Slow Food e Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS): valorizando a cultura alimentar da Comunidade de Maria Quitéria, Feira de Santana, BA
Projeto de Educação Ambiental desenvolvido com estudantes do 1º ano B do Ensino Médio do Colégio Estadual do Campo Maria Quitéria. A proposta valoriza os saberes e as práticas relacionados à produção, ao preparo e ao consumo de alimentos tradicionais e locais, articulando cultura alimentar, agricultura familiar, sustentabilidade, Movimento Slow Food e Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Inclui rodas de conversa, pesquisa, visitas à comunidade, entrevistas, cartografia social e produção do “Mapa de Sabores da Comunidade de Maria Quitéria”.
DISPONÍVEL ↓
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SEQUÊNCIA DIDÁTICA
Mestres Griôs: Memória, Território e Ancestralidade
Sequência didática de História destinada à 1ª série do Ensino Médio, voltada à valorização dos Mestres Griôs como sujeitos históricos e guardiões da memória. A proposta articula oralidade, ancestralidade, território, identidade e pertencimento, por meio de rodas de conversa, história oral, mapeamento afetivo, encontro com Mestres Griôs e produção de registros para o Museu Virtual Aquilombando Saberes.
DISPONÍVEL ↓

Sequências Didáticas

Três propostas que articulam o acervo do museu às práticas curriculares do Colégio Estadual do Campo Maria Quitéria, em consonância com a BNCC, a Lei 10.639/2003 e a PNEERQ.

SEQUÊNCIA 1 · ANOS FINAIS EF
Memória e Território

Os estudantes exploram a Sala de Memória e Territorialidade e realizam entrevistas com familiares sobre a história da comunidade. Desenvolve a compreensão do território como construção histórica e afetiva. O produto final são narrativas que podem ser incorporadas ao acervo pela curadoria comunitária.

SEQUÊNCIA 2 · CIÊNCIAS
Saberes da Terra e Educação Ambiental

A partir da Sala de Saberes Tradicionais, os estudantes investigam as práticas agroecológicas e as plantas medicinais catalogadas por Oliveira et al. (2021). Comparam o conhecimento científico escolar com os saberes ancestrais, reconhecendo-os como formas legítimas e complementares de conhecimento.

SEQUÊNCIA 3 · HISTÓRIA, ARTE E LÍNGUA
Identidade, Cultura e Resistência

Trabalho interdisciplinar que explora as expressões culturais e o Novembro Negro, documentado por Pita (2019). Os estudantes analisam as manifestações culturais da comunidade e produzem expressões artísticas próprias (cordel, poesia, audiovisual) que celebram a identidade quilombola.

LEI 10.639/2003

Torna obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira nas escolas públicas e privadas do Brasil.

LEI 11.645/2008

Amplia a lei anterior para incluir também a história e cultura dos povos indígenas no currículo escolar nacional.

PNEERQ

Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola: estrutura nacional.

EXPOSIÇÃO COLABORATIVA

Este museu
é de todos nós

A dimensão colaborativa é um dos pilares centrais deste museu. Como ensina Antônio Bispo dos Santos, o conhecimento é produzido e mantido na coletividade. Compartilhar saberes significa fortalecer vínculos comunitários e reafirmar modos de existência baseados na reciprocidade.

O que você pode compartilhar

Qualquer membro da Comunidade Quilombola Lagoa Grande, estudante, professor ou pesquisador pode contribuir com registros que enriqueçam o acervo coletivo.

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Fotografias antigas ou recentes do território
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Histórias orais transcritas e narrativas
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Documentos históricos da comunidade
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Receitas e saberes tradicionais
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Músicas, poemas e expressões culturais
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Desenhos, pinturas e produções visuais
Autorizo o uso do conteúdo enviado no acervo do Museu Virtual Quilombola Lagoa Grande, preservando minha autoria, podendo ser retirado a qualquer momento a meu pedido.
✓ Obrigada por contribuir com o acervo! Sua memória agora faz parte da história coletiva da Comunidade Quilombola Lagoa Grande. A pesquisadora entrará em contato para confirmar a incorporação ao museu.
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